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A série "Veneno", da HBO Max, faz justiça a um ícone

Hoje venho falar sobre a série que mais me impactou nos últimos tempos: "Veneno", distribuída pela HBO Max. Ela conta a história de Cristina Ortiz, uma prostituta espanhola que se tornou uma grande personalidade da mídia nos anos 1990, trazendo para o jantar das famílias tradicionais a discussão da pauta transgênero.  Cristina ganhou espaço na televisão do único modo como este meio de comunicação permite a entrada de pessoas como ela: por acaso e com altas doses de sexualização. Ela estava se prostituindo no Parque del Oeste, em Madrid, quando chamou a atenção de uma repórter do programa "Esta Noche Cruzamos el Mississippi". O carisma e os comentários de duplo sentido da garota de programa, conhecida como La Veneno, chamaram a atenção de todo o público. Logo ela se tornou atração fixa do show.  A vida de Cristina virou uma verdadeira novela. Através do programa ela pôde reencontrar seus pais, precisando lidar com a desaprovação de sua mãe em relação à sua identidade
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Tidinha, um meme de Lado B e mais que isso

Conheci Tidinha por acaso, na época do Orkut, ainda em 2011. Quando eu planejava começar um blog, foi ela que me deu as primeiras dicas sobre a internet. Conversamos por horas no MSN, Facebook e outras redes sociais, trocando ideias sobre as plataformas e ferramentas de edição de vídeo. Acredita que até logo pro Conexão Mista ela já fez? Se o blog participava de alguma votação popular, Tidinha também vinha me ajudar.  Na época ela era uma jovem que tinha visto na internet um caminho pra realizar seu grande sonho: ser apresentadora infantil. Com boa desenvoltura com a câmera e dedicação à carreira, a moça conseguia certa notoriedade no Youtube entre um clipe musical e outro. Foi grande a minha surpresa quando vi que o conteúdo que ela produzia tinha ganhado o grande público através dos memes.  Hoje Tidinha é conhecida por ser fã da Xuxa e seguir a artista em todos os lugares que vai. Sua trajetória anterior, no entanto, ainda é desconhecida por muitos e é sobre isso que trataremos aqui

Séries pra maratonar: "The Bold Type", "Manhãs de Setembro" e "Invencível"

Quando a quarentena começou, pensei que esse tempo em casa seria ótimo pra colocar minhas séries em dia. Nesse período, terminei todas elas e descobri que o isolamento estava bem longe de qualquer adjetivo positivo. Depois de tantos meses, eu realmente precisava encontrar novas produções pra me alienar, foi quando me deparei com as séries que listo aqui hoje. A primeira é The Bold Type, que no Brasil ganha o título genérico de Poder Feminino. A série conta a história de Jane, Kat e Sutton, três grandes amigas que trabalham na revista feminina Scarlet e buscam ascensão profissional. Jane é repórter, Kat atua nas redes sociais da revista e Sutton é assistente na empresa. Todas as personagens são bastante interessantes, mas vale destacar esta última, com seu bom humor e comentários sarcásticos.  A série tem seus melhores momentos dramáticos em episódios como o décimo da terceira temporada, intitulado "Carregue o Peso", quando a chefe do trio protagonista começa a revelar algumas

Resenha de HQ: "Angola Janga", de Marcelo D'Salete

Transmitir a história de resistência do povo negro no Brasil nunca esteve entre as prioridades da escola ou de qualquer governo que tivemos, de modo que muitos feitos desse grupo acabam minimizados ou apagados. Um deles é o Quilombo dos Palmares, personificado na imagem de Zumbi e relembrado anualmente, em novembro. Obras como a história em quadrinhos "Angola Janga", de Marcelo D'Salete, contribuem para que esse marco não se perca. O trabalho leva este nome porque era assim que os quilombolas chamavam sua comunidade, uma "pequena Angola", composta por diversos mocambos, como Acotirene, Curiva, Tabocas e a capital, nomeada Macaco. Esta tinha a população equivalente às das grandes cidades da colônia. O romance histórico se passa no período de queda do reino dos palmarinos, situado em Pernambuco.  Esta obra tem ilustrações em preto e branco, contando com passagens de documentos históricos na separação capitular. Através dela, o autor faz mais que um relato históric

Crônica: É tão fácil seguir?

  É oficial. Este blog é escrito por um profissional formado. Os leitores mais antigos bem devem lembrar de como este lugar era tomado por pautas aleatórias, textos repletos de erros gramaticais e entusiasmo. Muito entusiamo. O escritor que vos fala sempre foi tomado por uma grande vontade de produzir, só não sabia como. Aprendeu na prática.  Não à toa, ilustro o presente texto com uma foto tirada nos primeiros meses de 2017, quando me reunia com os amigos da perifa pra comentar sobre como os outros alunos da faculdade privada que eu estava frequentando se comportavam engraçado. Como as diferenças me faziam sentir deslocado. Como me faziam questionar se era lá onde eu deveria estar. Ah, também uso essa imagem pelo trocadilho com a temática reflexiva de hoje. Perdoem. Sou um piadista incurável e de gosto duvidoso.  A questão é que os anos em que fiquei "parado", educacionalmente falando, me foram cobrados. Meu ensino médio com longos períodos sem aulas básicas na rede pública