21 março 2015

Resenha: A Arma Escarlate,de Renata Ventura

Um livro que li recentemente, e que, até agora, foi o melhor de 2015, foi "A Arma Escarlate", da autora brasileira Renata Ventura, e é sobre ele que venho falar hoje.

 A escritora Renata Ventura, como grande fã que é ,via uma entrevista de JK Rownling, a autora de Harry Potter, onde um fã perguntava se estaria interessada em escrever um livro sobre uma escola de bruxaria nos Estados Unidos, a autora falou que não, mas que ele podia escrever sobre isso se assim desejasse. Bastou isso para que nascesse Idá, ou Hugo Escarlate, como ele escolhe ser chamado, morador do Morro Dona Marta,lá no Rio de Janeiro.




 No meio dum tiroteio, o Hugo recebe uma carta, entregue por um pombo desses comuns, que o convidava para estudar numa escola de bruxaria lá do Rio. Acostumado com situações que o faziam se sentir humilhado, Idá concluiu que aquilo era só mais uma peça, mas o garoto acabou se sentindo forçado a acreditar naquele mundo. Mais que fascinado por aquela nova vida, o Hugo viu em sua varinha escarlate uma arma para acabar com o Caiçara, o bandido que vinha ameaçando a família dele.

 E não é só no mundo dos azêmolas (os não bruxos) que as escolas tem panelinhas, e, logo que chegou, Hugo foi acolhido pelo grupo"dos populares", chamados de Pixies. Os integrantes são Viny, Caimana, Capí e Indio, mesmo que o quarto não goste muito da ideia de ter um quinto no grupo, estes podem ser grandes aliados na futura jornada do bruxo recém descoberto.

 A escola não segue exatamente a perfeição britânica. Além de lidar com professores faltosos e mal pagos, a escola de bruxaria do Korkovado vai precisar se virar com os problemas do nosso mundo que o nosso protagonista acaba levando para dentro.

 Mesmo que parcialmente baseado em Harry Potter, o livro "A Arma Escarlate" esbanja originalidade. Começando pelo Hugo, que é exatamente o oposto do Potter. Os problemas da vida dele começam bem antes de descobrir ser um bruxo. Não, ele não tem um tio albino sem nariz morando atrás da cabeça dum professor, mas sim um chefão do tráfico que ameaça a família dele.

 Algo que me agradou muito nesse livro foi a proximidade que eu senti da história. Os cenários, os personagens, os problemas sociais fazem a gente se sentir muito próximo e acreditar muito naquela historia. Outra coisa são as figuras históricas. Eu sou um apaixonado por história e consegui encontrar várias citações de personalidades históricas. Desde a Rainha Louca, que foi anteriormente a diretora da escola, à Dom Obá que...Melhor não falar, não tô bem pra ser agredido por dar spoiler essa semana.

 Conhecemos bem a mitologia greco-romana, mas bem pouco a nossa, a brasileira. O que sabemos vem dos dias do folclore no ensino fundamental, mas tem muita coisa que não conhecemos à fundo, muita coisa muito interessante e foi a primeira vez que vi um escritor (que não fosse o Lobato) falando sobre.

 O Hugo é um personagem bastante complexo e é por isso que ele é tanto meu personagem favorito, quanto o menos favorito. Ele erra, ele acerta, ele é teimoso e mesmo quando ele faz besteira o leitor continua torcendo por ele. Quanto à minha página favorita, esta é a 360, porque é quando o Hugo descobre mais sobre a origem dele e não vou falar mais pra não rolar o negocio da agressão.


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 Enfim, é um livro que eu recomendo muito e que já está na minha lista de favoritos. O segundo livro,"A Comissão Chapeleira", já foi lançado e parece que a Renata vem preparando um terceiro, simplesmente necessito dos dois.

2 comentários:

  1. A Renata é um amorzinho! Há muito tempo venho querendo ler A Arma Escarlate. Amei a resenha

    www.universonotavel.com

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    1. Obrigadoo! Ela é mesmo,a gente até entrevistou ela

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