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Julie e os Fantasmas: Analisando as diferenças entre a série da Netflix e a original brasileira

 Julie e os Fantasmas vira Julie and the Phantoms no trailer do remake  americano - Pipoca Moderna

A série gringa da Netflix inspirada na original brasileira "Julie e os Fantasmas" estreou no último dia nove e, como acompanhei a exibição da trama da Band, decidi dar uma conferida nos primeiros episódios da nova versão, a fim de ver se a obra tupiniquim estava sendo bem adaptada e analisar as diferenças.

A criação de Fabio Danesi, Paula Knudsen e Tiago Mello narrava a história de Julie, uma adolescente apaixonada por música e que não tinha coragem de se apresentar em público. O chamado para a aventura vem quando ela, seu pai e irmão se mudam para uma casa velha, onde encontra um antigo estúdio e coloca um LP para tocar. Assim, libertando os músicos mortos: Daniel, Félix e Martin. Juntos, eles realizam seus sonhos musicais.

Série brasileira "Julie e os Fantasmas" ganhará versão americana pela  Netflix - A Broadway é Aqui!

Em "Julie and the Phantoms", da Netflix, a ausência da mãe da protagonista permanece, mas agora por motivo de falecimento e a menina não muda de casa, apenas passa a explorar mais o antigo estúdio da mãe e liberta os fantasmas tocando um CD.

Enquanto a versão brasileira tem um tom de rock progressivo e os três fantasmas eram integrantes de uma banda dos anos 80 (morta ao tentar reproduzir a foto de capa de um conhecido álbum dos Beatles), a nova história traz fantasmas dos anos 90, integrantes de uma boyband que faleceu ao comer cachorros quentes estragados. O efeito sinistro produzido pela presença dos espíritos também foi minimizado. 

A série é, sem dúvidas, melhor direcionada para o público pré-adolescente de hoje. A mudança pode ser mercadologicamente inteligente, mas, na minha humilde opinião, tirou o que tinha de melhor da obra original. A crítica talvez se dê porque não faço parte do público alvo.

"Julie and the Phantoms" poderia, muito facilmente, ser uma série da Disney. Como bons protagonistas de série do Disney Channel, os novos fantasmas ganham certo tom abobalhado, o que faz o espectador brasileiro sentir falta do trio original, especialmente do mau humor de Daniel, personagem responsável por equilibrar o otimismo dos outros dois.



Por outro lado, o casting da série traz maior representatividade, visto que agora Julie é interpretada por uma porto-riquenha e sua melhor amiga é uma afro-americana. Além deste grande ganho, vale pontuar a superioridade da produção musical. Enquanto a maior parte do elenco brasileiro era formada por atores que podem cantar, "Julie and the Phanthoms" tem músicos sensacionais, a exemplo da própria Madison Reyes, intérprete da personagem título. 

Existem ainda outras diferenças que se dão por motivos de orçamento maior, como melhor caracterização, maquiagem e grandes números musicais (há uma cena no começo do episódio quatro que faz parecer que "Julie e os Fantasmas" encontrou "High School Musical").


Após o lançamento dos primeiros trailers da versão norte-americana, ocorreu certa movimentação nas redes sociais por parte dos fãs da trama estrelada por Mariana Lessa em 2011. Os brasileiros se queixavam por não creditarem a inspiração na versão original. Algo corrigido ao fim de cada episódio do remake.

Os elencos das séries também vêm interagindo. A própria Mariana declarou a torcida pelo sucesso do novo projeto em seu Instagram. Madison e até seu pai comentaram a publicação. A atriz da versão norte-americana ainda fez um post em agradecimento pelo apoio da equipe brasileira em seu perfil pessoal.

Quanto a "Julie and the Phantoms", agora, a protagonista e os espíritos que liberta parecem ter uma conexão que vai além do mero acaso. Resta saber se, desta vez, a moça termina a história com o par romântico certo. 

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