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Bateu Nostalgia: Série Geral.com

Ger@l.com - Muzeez

Adolescentes reunidos no mesmo prédio, vivendo as crises e amores dignos desta fase da vida e fazendo vídeos para a internet nos momentos vagos. Parece que eu estou falando de ICarly, da Nickelodeon, mas a série que descrevo trata-se de Geral.com, trama brasileira surgida em 2009 (anos antes do programa gringo). Sim, o programa me marcou a infância e hoje venho dividir com vocês o sentimento de nostalgia, provando que não foi tudo uma alucinação minha.

Três amigas criam a Liga Geral.com, uma comunidade online onde compartilham conteúdo e conhecem novas pessoas. A história da minissérie exibida pela Globo em 2009 se desenrola quando as meninas descobrem que tem uma banda no seu prédio, a WWW, formada por Xande, Luke, Mateus, Pedro e João Werneck, que tinham uma banda na vida real e eram da mesma família, assim como no programa.
Geral.com - Fotos - UOL TV e Famosos

A partir daí, a produção se torna também um documentário sobre a história da WWW, com depoimentos de pessoas que convivem com os músicos na vida real e até de nomes famosos, como o Sandy e Junior e Lucas Silveira.

Por que a Globo fez uma série semidocumental sobre uma banda de pré-adolescentes? Também não sei responder, mas o programa foi bem importante pra minha formação musical. A banda dos surfistas (que tá no Spotify, gente. Pasmem!) tocava rock'n roll e me fez conhecer o ritmo emocore. Por causa dessa influência, cheguei a bandas como Scracho e Forfun, que estão na minha playlist até hoje.



O condomínio onde os personagens viviam era o cenário principal e a grande vilã da história era a Lucélia, vizinha chata que não suportava o barulho dos ensaios da WWW.

Ao todo, foram duas temporadas de apenas cinco episódios cada. O formato do programa é o grande responsável por me fazer não esquecê-lo, diferenciando-se dos demais infanto-juvenis. É bem comum que atrações de TV tentem usar a linguagem tecnológica para contar histórias, mas normalmente falham e se perdem, algo que não aconteceu em Geral.com.

Outro elemento que chamava a minha atenção, no auge dos meus nove anos, era o site oficial do programa. O visual era poluído e desorganizado, a cara do jovem da época e das redes sociais utilizadas por ele, como Orkut e MSN. Curiosamente, sua página inicial continua disponível na Globo.com. Lá, o espectador tinha a chance responder enquetes, quizzes e até enviar fotos para aparecer no site.

Quanto à WWW, suas últimas atividades parecem datar de 2014 e Luke Werneck, por exemplo, segue carreira de ator e músico. 

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