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Resenha: "Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil" e "Guia Politicamente Incorreto dos Anos 80 Pelo Rock"


Exato, você acabou de ler o maior título de postagem da blogosfera. Estava separando livros que tentarei trocar no sebo ao fim da pandemia e dei de cara com dois títulos sobre os quais nunca tratei aqui: "Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil" e "Guia Politicamente Incorreto dos Anos 80 Pelo Rock". Então, decidi dividir com vocês minha experiência ao ler os volumes da coleção. 
Débora: 'Leandro Narloch estava claramente despreparado ...
Em 2009, o jornalista Leandro Narloch (recentemente ressurgido na mídia por episódio desagradável na CNN) lançou o primeiro livro da série, justamente o "Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil", que chegou prometendo ser "o resultado de pesquisas de historiadores que não se renderam à educação tradicional à qual todos somos passados a ferro na escola" e eu, como interessado por curiosidades históricas que sou, corri até a livraria mais próxima para adquirir. 

Assim que o li, pensei que a minha vida tinha sido uma mentira, afinal, tudo que aprendi na escola estava incorreto. Não estava. Na verdade, acho que qualquer livro de história do Brasil da rede pública me acrescentaria mais, comparado à obra de Narloch. Nela, o autor comete equívocos como afirmar que Zumbi dos Palmares tinha escravos, mesmo que não haja prova disso, e que Santos Dumont não é o verdadeiro inventor do avião, grande inverdade.



O livro também favorece o colonizador e reafirma preconceitos contra os povos indígenas. Na sua tentativa de negar os meios tradicionais de ensino, ele apenas destaca a importância do trabalho realizado pelos educadores das disciplinas de humanas em sala de aula.  
Lobão no Rio: em noite de autógrafos, cantor anuncia vinil com ...

Tive mais uma experiência com a série de livros, desta vez em volume escrito por Lobão. Visto minha admiração pelo rock nacional, comprei "Guia Politicamente Incorreto dos Anos 80 Pelo Rock", ficando totalmente preso pela linda capa da obra. Aliás, vale à pena pontuar: As artes de capa dos Guias são sensacionais, isso não ouso contestar. O estilo à la Beatles em "Sgt. Pepper's" muito me agrada. 

O escrito me pareceu bem mais pessoal que eu esperava. Ao longo das 496 páginas do livro, Lobão fala sobre os altos e baixos da sua carreira, buscando culpados para o declínio do rock no Brasil. Entre os eleitos para o posto de algozes do gênero musical estão o festival Rock In Rio e a Música Popular Brasileira. Aliás, o artista gasta muito mais tempo ofendendo cantores da MPB gratuitamente do que de fato nos dando um panorama dessa década histórica.

Além de eleger vilões ao seu gosto, o compositor de "Vida Bandida" também elege os grandes heróis da década. Os critérios que usa para fazê-lo não ficam claros, talvez o principal seja a amizade. O livro é, de fato, polêmico como o próprio autor.



Apesar disso, quando Lobão deixa o ressentimento de lado, ele rende bons momentos, resgatando a história de algumas bandas importantes pra cena e que hoje são pouco lembradas. Sua relação com Cazuza também é um ponto alto. 

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