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Resenha: Selva de Gafanhotos, de Andrew Smith



 No post de hoje, venho falar sobre a minha maior decepção de 2016. Eu poderia falar sobre a economia do nosso país, sobre o óbito de parentes e até mesmo da minha dificuldade em acompanhar as coreografias o Fit Dance. Mas não, nesta terça-feira trago-lhes a resenha de "Selva de Gafanhotos", de Andrew Smith, cuja leitura prometeu muito, mas acabou cumprindo vários nada.

 Como contei no post de primeiras impressões sobre o livro, tomei conhecimento de sua existência numa Turnê Intrínseca. Lá, fiquei sabendo que era sobre uma pequena cidade que era invadida por gafanhotos gigantes e tarados. A sinopse era bizarra, e eu amo sinopses bizarras. Nela, a todo momento é prometida ao leitor uma história apocalíptica intensa, complexa e hilária, mas não é bem o que encontramos em "Selva de Gafanhotos".

 Iniciando a leitura, acompanhei um momento da adolescência de Austin (um garoto polonês que mora em Ealing, no Iowa) narrado por ele mesmo. O rapaz tem uma namorada, Shan, e um melhor amigo, o Robby. Enquanto conta a história que está vivendo, Austin ainda faz um paralelo com seus antepassados poloneses. De começo, achei interessante, mas, à partir de certo momento, vi que alguns fatos inúteis trazidos pelo protagonista não acrescentavam em nada na história e até começou a irritar.

 Austin está em meio a uma crise. Ele não entende muito bem seus sentimentos, seus desejos e, enquanto os gafanhotos assassinos e gigantes dão os primeiros passos para a dizimação da raça humana, o autor prefere nos pôr diante de grandes e repetitivas reflexões sobre a vida amorosa do rapaz polonês.

 Esperei muito que em algum momento Andrew focasse no fim do mundo, que era o que estava acontecendo de mais interessante na trama, mas, quando o autor fez isso, já era tarde demais e a história já tinha se tornado muito massante. Acho que só consegui concluir o livro por conta da narração de Austin que, apesar de um comentário desnecessário ou outro, conseguia ser bem engraçada em alguns momentos.

 Apesar de possuir uma das edições mais lindas da minha estante, essa obra merece o titulo de livro mais fraco do ano que passou. Devo admitir que estive à beira de abandoná-lo em diversos pontos e o fiz, temporariamente, voltando mais tarde, usando de leitura dinâmica quando me deparava com diálogos inúteis cheios de "hum" e outras expressões. Persisti, na esperança de um final arrebatador que salvasse todas as páginas anteriores, mas percebi que o leitor passa 352 páginas para descobrir que os problemas que o protagonista iniciou o livro relatando não foram solucionados.



 Se tem uma leitura que eu não recomendo, conectados, esta é "Selva de Gafanhotos", mas, se você é um aventureiro, tem um pouco de tempo pra jogar fora e está interessado pelo livro do Andrew, leia e me conte o que achou.

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