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Três dos Primeiros Super-Heróis Brasileiros


 Em tempos de séries baseadas em super heróis, vale lembrar a época em que a TV brasileira não só reexibia, mas também ousava e criava nossos próprios heróis. Sim, colega leitor, houve um tempo na TV em que brasileiros lutavam contra o crime, além de lutarem para ficar em primeiro lugar no ibope.

Vivido por Ayres Campos, o Capitão 7 é um desses super-heróis, estrando em 1954 na TV Record (que era no canal 7 em São Paulo...daí o nome supercriativo) e ficando durante doze anos no ar. Primeiro realizado ao vivo e depois gravado, o programa era baseado em heróis dos quadrinhos como o Super Homem e Capitão Marvel.

Carlos vivia sua vida numa cidade pacata, quando sua família ajudou alienígenas que retribuíram levando-o para seu planeta, onde ele teria uma educação muito superior. Já adulto, Carlos retorna com superpoderes e um uniforme atômico. 

Quando civil, Carlos é um grande químico, mas quando o mundo precisa de um herói...surge o Capitão 7. Depois de um longo namoro, Carlos se casa com Silvana. Que acaba descobrindo sua vida dupla e, mais tarde, se torna sua parceira de combate ao crime. Infelizmente, todo o material foi destruído durante um incêndio na Record.

 Como era de se esperar, a TV nos anos cinquenta era muito limitada quando o assunto eram os efeitos especiais. Visto isso, o Capitão 7 não tinha a chance de mostrar seus poderes como voar e superforça, mas isso mudaria com a chegada de seu gibi. O nosso herói tupiniquim chegou às bancas e durou certa de cinquenta e quatro edições.

 No meio de tantos capitães, na TV Tupi nascia uma mistura de Zorro com Aladin. Falo de Falcão Negro, um herói super supimpa que, por quase uma década, combateu o crime em seu cenário medieval francês. Com  habilidades quase ilimitadas, o cavaleiro defendia a doce Lady Bela a todo o custo. Tendo este enfiado inúmeras espadas debaixo do braço dos vilões.


 Como o programa era todo transmitido ao vivo, improvisos e acidentes aconteciam constantemente. Como quando o antagonista deu com um banco na cabeça do ator que interpretava o Falcão e todos acharam que o personagem havia morrido diante do desmaio. Ou quando um figurante já estava cansado de levar espadadas do Falcão e começou a fugir de seus golpes. Então, quando o herói gritou o clichê "Morra,miserável!", o figurante se afastou, caindo morto antes mesmo do fim da frase. O público não entendeu nada. 

Fazendo "uma ponta" no elenco estava quem viria a ser o Boni. A série também ganhou uma adaptação para os gibis em 1958, pela editora Garimar.


 Dominando o mercado de brinquedos até hoje, a Estrela já era uma marca popular no inicio da televisão brasileira. E para aproveitar o patrocínio, a TV Tupi criou o Capitão Estrela, que reinou absoluto nos fins de tarde e propagou ainda mais o nome da marca. 

O Capitão era um mutante de grande força, agilidade e inteligência. Este havia lutado na Segunda Guerra, o que o tornava um herói nacional. Isso agradava muito ao governo. Como parceiro ele tinha o Menino Brazil (com "Z", porque até pra ser BR a gente é internacional), que ficou muito querido pelo publico por ter nascido numa família de trabalhadores sergipanos...apesar de ter cabelo loiro e olhos azuis. Este não tinha poderes.

De uniforme branco e o logo dos Brinquedos Estrela no peito, o Capitão estava sempre pronto para ajudar. Especialmente quando quem estava incomodando era um certo Gargalhada Sinistra, seu arqui-inimigo. O herói era interpretado por Dary Reis, que depois se tornaria conhecido por interpretar vilões. Este e seu ajudante também chegaram aos quadrinhos, só que com uma imagem muito diferente da que os espectadores costumaram vem, mais baseada em heróis estrangeiros.


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