25 julho 2015

Três dos Primeiros Super-Heróis Brasileiros

 Em tempos de séries baseadas em super heróis,vale lembrar a época em que a TV brasileira não só reexibia,mas também ousava e criava nossos próprios heróis. Sim,colega leitor,houve um tempo na TV em que brasileiros lutavam contra o crime e para ficar em primeiro lugar no ibope. E hoje eu venho falar de três deles.

 Vivido por Ayres Campos,o Capitão 7 estreou em 1954 na TV Record (que era no canal 7 em São Paulo...daí o nome supercriativo) e ficou durante doze anos no ar. Primeiro realizado ao vivo e depois gravado,o programa era baseado em heróis dos quadrinhos como o Super Homem e Capitão Marvel.


Carlos vivia uma vida numa cidade pacata,quando sua família ajudou alienígenas que retribuiram levando-o para seu planeta,onde ele teria uma educação muito superior. Já adulto,Carlos retorna com superpoderes e um uniforme atômico. Quando civil,Carlos é um grande químico,mas quando o mundo precisa de um herói...Surge o Capitão 7. Depois de um longo namoro,Carlos se casa com Silvana. Que acaba descobrindo sua vida dupla e mais tarde se torna sua parceira de combate ao crime. Infelizmente,todo o material foi destruído durante um incêndio na Record.

 Como era de se esperar,a TV nos anos cinquenta era muito limitada quando o assunto eram os efeitos especiais. Visto isso,o Capitão 7 não tinha a chance de mostrar seus poderes como voar e superforça,mas isso mudaria com a chegada de seu gibi. O nosso herói tupiniquim chegou às bancas e durou certa de cinquenta e quatro edições.



 No meio de tantos capitães,na TV Tupi nascia uma mistura de Zorro com Aladin. Falo de Falcão Negro,um herói super supimpa que por quase uma década combateu o crime em seu cenário medieval francês. Com  habilidades quase ilimitadas,o cavaleiro defendia a doce Lady Bela a todo o custo. Tendo este enfiado inúmeras espadas debaixo do braço dos vilões.


 Como o programa era todo transmitido ao vivo,improvisos e acidentes aconteciam constantemente. Como quando o antagonista deu com um banco na cabeça do ator que interpretava o Falcão,e todos acharam que o personagem havia morrido diante do desmaio. Ou quando um figurante já estava cansado de levar espadadas do Falcão e começou a fugir de seus golpes. Então,quando o herói gritou o clichê "Morra,miserável!",o figurante se afastou,caindo morto antes mesmo do fim da frase. O público não entendeu nada. Fazendo "uma ponta" no elenco estava quem viria a ser o Boni.

 A série também ganhou uma adaptação para os gibis em 1958,pela editora Garimar.


 Dominando o mercado de brinquedos até hoje,a Estrela já era uma marca popular no inicio da televisão brasileira. E para aproveitar o patrocínio,a TV Tupi criou o Capitão Estrela,que reinou absoluto nos fins de tarde e propagou ainda mais o nome da marca. O Capitão era um mutante de grande força,agilidade e inteligência. Este havia lutado na Segunda Guerra,o que o tornava um herói nacional. Isso agradava muito ao governo. Como parceiro ele tinha o Menino Brazil (com "Z",porque até pra ser BR a gente é internacional),que ficou muito querido pelo publico por ter nascido numa família de trabalhadores sergipanos...apesar de ter cabelo loiro e olhos azuis. Este não tinha poderes.


De uniforme branco e o logo dos Brinquedos Estrela no peito,o Capitão estava sempre pronto para ajudar. Especialmente quando quem estava incomodando era um certo Gargalhada Sinistra,seu arqui-inimigo. O herói era interpretado por Dary Reis,que depois se tornaria conhecido por interpretar vilões. Este e seu ajudante também chegaram aos quadrinhos,só que com uma imagem muito diferente da que os espectadores costumaram vem,mais baseada em heróis estrangeiros.


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