29 junho 2015

A Modinha dos Livros de Colorir é Supimpa ou Não é?


 Basta passar pela porta de uma livraria qualquer para notar a moda que vem tomando suas prateleiras. A moda em questão são os livros de colorir,que vem gerando polêmica e tendo sua supimcidade contestada. E é isso que venho discutir hoje,é supimpa ou não é?


 Numa época em que as crianças leem "50 tons de cinza",os adultos passam seu tempo livre colorindo. Bastou que o livro " Jardim Secreto" aparecesse pelas livrarias brasileiras para que este se tornasse um best-seller...mesmo que não houvesse palavra alguma escrita em seu interior. Não era de se surpreender que logo surgissem mil e um genéricos com diversos temas e ,quase sempre,belas ilustrações.

 A moda parece ter surgido da necessidade de tornar seu livro mais personalizado que se iniciou com "Destrua Este Diário" e tantos outros livros interativos que acabaram sendo lançados com o seu sucesso. Algo que contribui a isso é um dos maiores problemas sofridos pelo individuo,o estresse. Visto isso,o mercado editorial usa do marketing de " antiestresse" para faturar. Mesmo que a maioria saiba que não é bem assim...


 Aí vem o grande questionamento: Por que gastar dinheiro comprando um livro sem palavra alguma quando se pode (com a mesma quantia )adquirir uma boa leitura que pode te acrescentar muito mais?

 A febre dos livros de colorir é vista por muitos como "pobreza de alma",e talvez até seja,mas não me cabe julgar. Eu,particularmente,não daria R$ 19,90 num livro de colorir. Primeiro, porque não tenho muitos dotes artísticos. Segundo, porque se me aparecesse a vontade colorir alguma coisa,há milhares de revistas infantis em todas as bancas do Brasil por R$ 5,00. E por ultimo,por que eu gosto muito de ler.

 Pobreza de alma ou não,diria que sim,esta moda é supimpa. Afinal,salvou o mercado editorial este ano,e dá às editoras a possibilidade de investir em títulos realmente interessantes e em novos autores.



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