27 março 2015

Resenha: "O Diário do Chaves",de Roberto Gomes Bolaños

  Hoje, vim falar sobre um livro sobre do qual tomei conhecimento há um tempo atrás, quando pesquisava sobre livros em estilo diário. O autor é amado mundialmente e faleceu muito recentemente, o livro é "O Diário do Chaves" e o escritor é o Roberto Gomes Bolaños.

  O livro conta a história do nosso velho conhecido, só que mais à fundo. A história começa quando um cara, muito provavelmente o Roberto Gomes Bolaños, aceita a proposta dum garoto maltrapilho, que se oferecia para engraxar seus sapatos. O homem tenta puxar assunto com o garoto, mas com o pagamento, não demorou para que o menino animado saísse para comprar um sanduíche de presunto, deixando um velho caderno para trás. Nele, o Chaves fazia anotações sobre a sua relação com os amigos, com os adultos e sobre o que aprendia na escola e são essas anotações que conferimos em "O Diário do Chaves".

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"O Diário do Chaves" serve muito para humanizar um personagem conhecido por ser incrível e representado por um tio de mais de sessenta anos. No livro, o leitor vai descobrir que o Chaves sofreu muito antes de chegar à vila (não que a vida lá seja das melhores). Sua mãe costumava buscar-lhe na creche, até que um dia não apareceu, o que o levou até um orfanato. Depois de apanhar da vida (e duma tia que parecia bem pior que o Seu Madruga), o garoto vai pra rua e, só depois de muito andar sem destino, vai parar na vila. Lá, passa a viver de favores, dormindo um dia na casa de um, outro na casa de outro, e no dia seguinte, voltando a dormir na casa do um. Isso, o barril não passava dum esconderijo.

 O livro vem menos politicamente correto que a série dos anos setenta. Além de palavrões e piadas maliciosas (e divertidíssimas), encontramos ainda muitas criticas ao que vinha incomodando o Bolaños.

 Algo de que muito gostei no livro foram as ilustrações feitas pelo próprio Chespirito. O traço é num estilo rabisco, e, assim como o da versão em quadrinhos dos anos noventa, me agradou mais que o da serie animada.

 Meu personagem favorito foi o próprio Chaves. Se estivéssemos falando sobre a série de TV, certamente a resposta seria outra, sempre achei que só servia de escada para Chiquinha e Quico, mas tive a oportunidade de conhecê-lo melhor. Vi como o garoto precisou lidar com a morte desde cedo e diversas vezes, vi um pouco do mundo como ele via. Em "O Diário do Chaves", o protagonista se torna menos caricatura e mais humano.



 Em seu ano de lançamento, o livro esteve na lista de mais vendidos no México, mais um motivo para dedicar parte dum domingo para esse livro rápido, leve e divertido.

2 comentários:

  1. Olá! Tudo bom?
    Devo confessar que a série nunca me chamou atenção e confesso também que eu tinha uma relação de amor e ódio com o Chaves. No entanto o livro parece muito interessante visto que fizeram um recorte na história para entender melhor o personagem. Gostei de sua resenha. Me convenceu a querer fazer a leitura.

    Abraço.
    Diego França - Blog Vida & Letras
    www.blogvidaeletras.blogspot.com

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    1. Obrigado! Vou dar uma passada no teu blog :)

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