18 janeiro 2015

"O Martelo das Bruxas",o Manual de Identificação de Bruxas












 O Martelo das Bruxas,ou Malleus Maleficarum,no original,foi uma especie de manual que se espalhou pela Europa no período de caça às bruxas. O Manual foi primeiramente publicado na Alemanha,em 1487. O mesmo causou grande impacto e foi usada por 200 anos em julgamentos de acusadas de bruxaria.


 Os escritores se diziam religiosos dominicanos,falo de Heinrich Kraemer e James Sprenger,que diziam se basear em declarações do papa. Este permitiu que os inquisidores prendessem e torturassem todos os acusados de bruxaria. O combate em toda a Alemanha ficou a cargo de James e Heinrich,que tiveram poderes especiais concedidos pelo papa...(é...também não faço ideia).


 Os dois entregaram o livro para a  faculdade de Teologia da Universidade de Colônia,na Alemanha,esperando aprovação. Mas esta reprovou o livro,condeno-o ilegal e antiético. Isso não parou os que se consideravam heróis. As edições impressas do manual viriam com uma falsa nota de aprovação da faculdade. O livro veio a ser reprovado pelo Igreja Católica,que o pôs numa lista de livros proibidos. Mesmo assim,os livros seriam publicados treze vezes mais entre  1487 e 1520,sendo publicados outras dezesseis,anos depois.



 Algo que trouxe muita credibilidade ao livro foi seu celo de aprovação pela faculdade de Teologia. Isso fez o titulo ser um dos mais vendidos do mundo. Ficando apenas atrás da Bíblia e de "O Peregrino",de  John Bunyan. Mesmo com Kramer,um de seus autores,morto pela própria inquisição católica,o livro seguiu sendo publicado.

O Martelo das Bruxas dizia como identificar uma bruxa,como torturá-la interrogá-la,julgá-la e puni-la. O livro dizia que se a acusado não chorasse durante o julgamento,era oficialmente condenada. 



 O livro chegou em terras brasileiros em meados dos anos setenta.

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