28 janeiro 2015

Fadas Existem? - O Caso das Fadas de Cottingley

  Em meados de 1917,Frances Griffiths,recém chegada da Africa do Sul,costumava brincar com sua prima Elsie proximas a um corrego. Seus pais não gostavam nada daquilo,mas as meninas diziam só ir até lá para brincar com as fadas. Desacreditadas por todos,Elsie pediu a câmera do pai para registrar mais um encontro com os seres misticos. Se passam trinta minutos e elas retornam triunfantes.

 Na foto o homem avistou sua sobrinha atrás dum arbusto,onde fadas pareciam dançar. Isso não foi o suficiente para convencer este pai desconfiado. Incansáveis,as duas voltaram a pedir a câmera e voltar com uma foto,desta vez,de Elsie estendendo a mão parra um gnomo. Cansado,o pai deixou de emprestar a câmera,mas sua esposa acreditava na autenticidade das imagens. E foi ela quem iniciou a divulgação.

 A mãe de Elsie estava numa reunião (juro que escrevi "balada" antes) da Sociedade Teosófica (?),que acredita que a humanidade está em processo de melhoramento e evolução,quando mostrou as fotos aos palestrantes. Edward Gardner,um dos principais membros da sociedade,acreditou que aquilo fazia parte deste processo de evolução humana.

 As fotos foram mandadas para analise e a maioria dizia que não tinham sinais de adultério,uma dessas foi a propria Kodak,que mesmo não encontrando sinais dizia que seria impossivel de serem reais...afinal,fadas não existem...né?

 Um dos grandes interessados foi Conan Doyle,sim,o autor de Sherlock Holmes. Este pediu permissão à família para usar as fotos como ilustração de seu artigo sobre fadas,e ela foi concedida. Doyle mostrou as imagens ao físico Oliver Lodge,mas este  não acreditou que fossem reais. Lodge sugeriu que aqueles fossem dançarinos,e não fadas. Fica a pergunta: Como transformar uma trupe de dançarinos em anões flutuantes?

 O escritor enviou Edward Gradner para conhecer a família de Elsie. O pai da garota disse que tinha ficado tão desconfiado,que até vasculhou o quarto da filha e os arredores do corrego,a fim de achar algo "incriminador",mas nada. O homem deu uma câmera para cada uma,para que partissem e fotografassem mais aparições  daqueles seres fantásticos. Retornaram com mais duas fotos,dois dias depois,com outra.

 O artigo foi um sucesso. As meninas tiveram suas identidades protegidas. A reação do publico foi mista,houve quem dissesse que as fadas pareciam demais com as de tradicionais livros infantis e que seus penteados eram muito "na moda".

 No ano seguinte, Gradner retornou a visitá-las. Desta vez não houveram fotografias,nem relatos de aparecimento de fadas,mas com ele estava o vidente Geoffrey Hodson,que disse ter visto fadas por todos os cantos. O foco para as meninas,agora não tão meninas assim,voltou nos anos setenta. Elsie dizia que as fadas eram fruto de sua imaginação,como se tivessem conseguido fotografar  seus pensamentos. A imagem foi estudada por computador e foi declarado que eram falsas. Diziam que as fadas eram apoiadas por cordas e que estas podiam ser vistas.

 Confissões só viriam na década seguinte. A "fadas" não vieram da imaginação,mas sim dum livro infantil. Os "seres misticos" eram apoiados por grampos de chapéu (?). Tudo era descartado no córrego. Frances declarou que a ultima foto,e somente essa,era real. Elsie não havia preparado nada para o dia,as fadas estavam no gramado,e ela fotografou. As senhoras estavam muito envergonhadas,principalmente por terem enganado uma mente brilhante como a de Goyle. O criador do maior detetive do mundo não conseguiu perceber algo que parecia ser obvio.






 Que farsa,hein? Imagina só o que elas fariam em tempos de Photoshop... Enfim,espero que tenham curtido o post. Não falem com estranhos,não use drogas e até qualquer dia.




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