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Quadrinhos Nacionais Com Fim Precoce

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O quadrinhos nacionais lutaram durante muito tempo por sua sobrevivência nas bancas e muitos terminaram sem conseguir mostrar todo o potencial que tinham.

 De começo vamos falar dos títulos da falecida editora "Camargo e Morais". A editora em questão começou a marcar presença nas bancas no inicio deste século com títulos a um real, um deles é o Fighter Dolls. A revista era no estilo Yu-Gi-Oh! e Bakugan,onde há um esporte febre em todo o mundo entre todas as tribos,neste caso,eram bonecas de batalha. Os heróis estão sempre se enfrentando e buscando ficar mais fortes e provar isso para o mundo. 


 Esta não foi a unica publicação da editora que findou com dois números publicados, Sad Heaven era definida como um "bangue bangue medieval" pelos próprios editores e teve o mesmo destino. Desta tenho uma edição encontrada numa das minhas idas ao paraíso sebo. Enfim, todos os títulos da editora foram cancelados depois de duas edições. Fighter Dolls luta para retornar através desta PAGINA.

Havia um estilo de publicação que acho muito interessante: revistas que publicavam trabalhos de novos talentos do mangá. Numa época onde o mangá estava em alta, o estilo era muito explorado por aqui. Funcionava assim: você enviava um roteiro, eles faziam a curadoria e publicavam.

 Tenho números de duas revistas do tipo: "Defensores de Tóquio" e "Talentos do Mangá". A última era a mais legal, já que o público tinha chance de votar por carta (tem tempo, hein) e e-mail qual das três histórias preferia e, dependendo das vendas, esta revista podia ganhar sua própria publicação. Uma das frustrações dos fãs é nunca ter descoberto o fim das histórias que tanto curtiram. Não conheço nenhuma do tipo por aqui atualmente.

 Vamos falar de Pequeno Ninja. Numa época em que artes marciais e ninjas estavam em alta, surgia um herói para as crianças, o pequeno ninja e seu fiel companheiro, o cão Shaken. Filho do líder de um poderoso clã ninja, Eugênio é treinado nas artes secretas do ninjitsu. Shaken, o personagem mais carismático, tinha muitas semelhanças com o personagem Honk Kong Fu. 

O roteiro era por conta de Tony Fernandes e o traço era por Wanderley Felipe. Rolou uma treta de direitos autorais entre os criadores do personagem e o dono da Editora Ninja, que depois viria a comprar devidamente os direitos do personagem. 

No inicio dos anos 2000, o personagem viria a ser influenciada pela onda mangá, ganhando nova revista com desenho alá Dragon Ball. Nesta versão o Pequeno Ninja parece estar adulto...e ainda pequeno. Cancelada. Só retornando em 2008 pela Editora On Line,mas não duraria muito. Da revista original ainda vieram "Khim,o Pequeno Samurai" e uma publicação estrelada por Shaken.





 Falemos de ousadia. "A Turma do Barulho" foi a última cartada da Editora Abril, que tinha perdido o Mauricio de Souza. Este junto com seus personagens levou o grande faturamento para a Editora Globo.

 "A Turma do Barulho" foi criada pelo desenhista Jótah e ficou algum tempo engavetada por conta de sua ousadia. Bullying, interesse sexual e palavrões eram retratados de forma natural na publicação. Na primeira edição houveram erros de colorização e problemas com a qualidade do papel, mas lá estava a turma na banca. As criticas da mídia eram ótimas, comerciais foram feitos e a garotada parecia curtir ser representada de forma fiel, mas isso não impediu seu cancelamento.

 Nem o autor, nem seu publico descobriram até hoje o motivo do cancelamento precoce da revista. A editora faliu e levou vários títulos com ela. A turma viria sem causar muito barulho em editoras menores, mas só durando seis edições.


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 Agora vamos a uma turminha muito simpática,o quadrinho em questão é "Clube dos 5", que nasceu no inicio de dois mil pelas mãos de Eddie Van Feu, roteirista e bruxa, e Adriana Usagui, desenhista. 


Sofia é uma garota estranha que mexe com magia e coisas parecidas. Ela ficou sabendo que um grupo de alunos do colégio dela estavam numa cruzada contra o crime e achou que poderia ajuda-los.Achou. Como não pôde entrar no grupo, decidiu formar um grupo por si só. A publicação teve apenas duas edições bem legais, uma pena que nunca mais se ouviu falar neles.


 Esta última é a que teve o voo mais alto entre esta lista. A Turma do Arrepio é uma criação de Cesar Sandoval, publicada pela editora globo de 1989 á 1993, possuindo mais de quarenta números ao todo e um almanaque. 


A turma fez tanto sucesso que ganhou até uma versão em serie de TV para a Rede Manchete. O estranho foi uma troca repentina no elenco, que causou estranheza no público. A revista contava a história da bruxa Medéia e vários monstrinhos moradores do Edifício do Arrepio, onde vivam várias aventuras. Talvez fosse uma das poucas boas concorrentes nacionais para a Turma da Mônica. A publicação teria um retorno breve em 2009. Torcemos por uma volta à TV.



 Espero que tenham curtido o post e que ignorem sua gigantidão. Vamos torcer para que um dia seja possível novamente lançar novos títulos às bancas.

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