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Entrevista com o Ator e Professor Mauro Gianfrancesco!

Entrevistas e depoimentos exclusivos sobre Mulheres. – MULHERES DE ...
Nossa conversa de hoje é com alguém ilustre. Ele participou da produção do Telecurso, passou por TV's como Tupi, Bandeirantes e Cultura. Ele é o grande Mauro Gianfrancesco. Confira o nosso papo logo abaixo (MG - Mauro Gianfrancesco , K - Kauan):




K - No começo de tudo o senhor era um fã de teatro. Como chegou onde está hoje?
MG - Sem dúvida o teatro fez a minha cabeça...teatro é literatura enquanto matéria escrita... é teatro a partir do momento que se levanta o espetáculo encenado... a literatura é uma fonte enorme de conhecimento - ela é arte e arte quanto mais se observa, mais se estuda, mais ícones você encontra... tantos quantos significados múltiplos... a obra é riquíssima em significados e significantes.
Comecei a apreciar teatro, fui estudando, estudando, e continuo estudando... nunca a gente para de estudar... ele enquanto texto (literatura), enquanto teatro (espetáculo encenado) e enquanto crítico... Fiz escola de arte dramática e tantos outros cursos...

K - "O Diário de Anne Frank" foi considerado o livro mais importante do século passado. Para o senhor, qual a importância de tê-lo encenado?
MG - Kauan... o que aconteceu na segunda guerra, através da Alemanha de Hitler, além de ser uma atrocidade, fez com o que mundo tomasse posições humanistas diferentes nas várias espécies da sociedade humana... Uma barbaridade sem igual... todos nós temos a obrigação, mesmo não sendo judeu - mas sendo homem, como é o meu caso, de preservar a sociedade para que isto jamais venha a ocorrer... O teatro tem muito disto, da vida do homem, da sociedade e seu relacionamento, dos hábitos e costumes, da religião, história etc... o teatro levanta um questionamento e vai instigando, procurando, vestindo, buscando alternativas, soluções, possibilidades... enquanto nós, atores, fazemos uma leitura, 1000 leituras baseados em nossos conhecimentos e emoções enquanto atores... juntamos tudo como se fosse a massa de um bolo e a cabeça pensante junto com a emoção transforma aquilo que é literatura em encenação e surge o espetáculo... Ganhei o prêmio de melhor ator com o personagem Otto Frank, pai de Anne e a equipe ganhou o de melhor espetáculo... isto em 1967.

K - O senhor também é um grande professor. O que é mais complicado, ensinar ou atuar no meio artístico?
MG - Ambas as funções... professor de artes e comunicação (uma) e atuante no mundo artístico (teatro e televisão - outra) têm especificações... as duas são complicadas... cada uma no seu âmbito... É preciso força de vontade e tesão pra cumprir uma ou outra e até as duas... Quando gostamos do que fazemos o tesão chega rápido e nos encantamos rapidamente... vibramos com o que estamos fazendo.

K - Qual a diferença da TV pela qual o senhor se encantou em sua juventude e a de hoje?
MG - A TV um tanto mais antiga, também com o objetivo de "ganhar dinheiro e vender comercial" servindo apenas como entretenimento, era bem mais cuidada do que é hoje... a globalização não havia chegado e tudo era mais comedido no sentido de escolha de programação... em paralelo, tínhamos uma ótima escolaridade em termos de nível, pública e particular... hoje não temos nada... nem escola, nem governo, nem televisão comedida... só temos bandalheira e mau gosto... nada é feito com carinho... com algumas nuances de esquema familiar, respeito, sonhos possíveis, fantasias... etc...Tudo é muito manipulado e o objetivo principal é a audiência que objetiva o DINHEIRO... Os sonhos dos pioneiros da televisão, eram preencher lacunas de atividades artísticas em todos os níveis, além do entretenimento, uma certa dose de estímulo artístico e educacional... ISTO NÃO VINGOU... ISTO NÃO DÁ IBOPE PORQUE A ESCOLARIDADE ESTÁ AQUÉM DESTAS PERFORMANCES... CONSEQUENTEMENTE NÃO DÁ DINHEIRO...

K - Quais são seus projetos e objetivos hoje?
MG - Os meus projetos e sonhos são viver bastante (risos) e continuar fazendo o que fiz até hoje... amo demais fazer tudo isto.... 

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