15 fevereiro 2014

Conheça a História da Revista MAD!





Grande parte dos meus leitores conhecem a MAD por um desenho do Cartoon Netwoork,mas a MAD foi,é e sempre será muito mais que isso. Vamos conhecer?
 A MAD é uma revista de comédia,mas não é só uma de comédia,é A revista de comedia. Fundada pelo editor Harvey Kurtzman com ajuda do empresário William Gaines em 1952,a revista se mantém "viva" até hoje trazendo várias sátiras envolvendo a cultura popular e pop. 

 A revista é originalmente americana e nasceu inicialmente através de Harvey que na época trabalhava no que viria ser a EC Comics,especializados em ilustrar histórias da biblia,quando o pai do dono da editora passou o controle pra ele. Harvey não foi muito bem sucedido,o que o levou a pegar um empréstimo com o antigo dono da editora. Este o lembrou das tirinhas e esquetes humorísticas no portfólio de Harvey,aí veio a ideia de fazer uma revista esculhambando falando e fazendo graça sobre as outras revistas.

 Apesar de contestações Harvey Kurtzman jurava ter criado o nome sozinho,mas dum jeito ou de outro ,em 1952, nascia "Histórias com a intenção de levá-lo a loucura",o preço era dez centavos de dolar. A revista foi unica desde que nasceu,a MAD oferecia satiras e criticas sociais (...quase sempre...) muito inteligentes e magnificamente ilustradas. Uma coisa muito legal é que eles se criticam demais e definem o seu humor como agressivo,nas primeiras páginas de qualquer MAD você encontra um canto reservado a recados de fãs,99.9% dos recados eram negativos (como dizer que a MAD tem qualidade pior que a do papel higiênico velho).


Alfred E. Neumann.jpg
 A maioria das imagens e esquetes eram escritas pelo próprio Harvey,que deu vida ao famoso mascote da Alfred E. Neuman e ilustrou muitas e muitas capas da revista,com o rosto dele. Algo que poucos sabem é que Alfred não é um personagem tão original quanto parece. O personagem era duma campanha publicitária do inicio do século vinte,a MAD foi processada,mas ganhou (a publicação com o rosto do personagem era tão antiga que acabou caindo em domínio público). Confira a imagem que "inspirou" o personagem ao lado:



 Apesar da proposta incrível,MAD não foi um sucesso instantâneo,mas William Gaines se animava (animar é por dinheiro na situação,sacou manu?) e na edição quatro a MAD estava esgotada nas bancas. Esta edição trazia uma parodia do Superman (nas duas traduções que houveram ao português Superducahomem ou Superômi).


A MAD tinha pouco tempo de existência e já era perdida pelo seu criador (problemas de grana) e assumida por  Al Feldstein,o novo tio da redação que lá ficou até 1984. Antes da saída de Harvey,em 1955,a MAD ainda tinha formato de revista em quadrinhos,mas não demorou a ser transformada em revista. Não tinha anúncios (nem teve até 2001) para interromper no conteúdo e isso enlouquecia os leitores.

 A revista chegou a ser proibida e acusada de incitar a delinquência juvenil (rolou até investigação do FBI). William Gaines vendeu a revista que até hoje é propriedade da DC COMICS,mas continuou à frente da MAD até sua morte.

 Ela chegou ao brasil na década de 1970,com traduções do sucesso norte americano,atraves do grande cartunista Ota. A editora Vechi começou a publicá-la e logo a revista passou a ter conte udo made in Brazil,nos anos oitenta a Vechi faliu e depois dum tempinho ela voltou a ser publicada pela editora Record. Ficou na record até 2000,devido às baixas vendas ela parou de ser publicada (o que acontecia geralmente aqui no Brasil). Mas meses se passaram e ela voltou a ser publicada (o que acontecia geralmente aqui no Brasil) pela Mythos,onde foi publicada por seis anos. Depois de mais de um ano (isso não acontecia geralmente no Brasil,nunca demorava tanto) sem ser publicada ela volta pela Panini .

 O Ota se manteve na revista até 2008,ele escrevia os artigos e ilustrava,Raphael Fernandes traduzia. Mas as coisas acabaram se misturando,Ota considerou alguns textos preconceituosos (como um onde se referiam aos japoneses como Japongos...ou Japorongos...) e resolveu sair. Triste por estarem destruindo o que ele lutou para construir,Ota decidiu leiloar todos os produtos relacionados à revista que ele tinha. A coleção tinha todos os volumes de todas as editoras,além de relógios,bonecos do Alfred,revistas originais norte americanas e etc. Os artigos permanecem expostos no site de Ota.

 Houveram adaptações para a tv. Uma delas foi em 1995,com esquetes de comédia feitas por atores ( muito semelhantes com o Saturday Night Live) e  a mais recente e famosa é em desenho,lá no Cartoon Network,que é muito interessante (gostaria duma versão brasileira,já que eles só fazem piadas sobre os artistas norte americanos).



 Podemos comprar a MAD,que hoje tem Raphael à sua frente,mas nunca será a mesma coisa sem o Ota. Tenho alguns volumes da revista,a maioria deles são da Vechi (começo da década de setenta),também tenho de 1999 e ainda compro as da Panini. Pode-se encontrá-las em qualquer sebo,por preços ridículos...





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