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Entrevista com Phil Rocha,um dos criadores do A Gente Faz Series!

A entrevista de hoje é com uma das pessoas que eu mais admiro nesta internet de meu Deus: Phil Rocha, um dos criadores do canal do Youtube A Gente Faz Séries que, pasmem, produz séries para a plataforma.

K - O que não pode faltar no A gente Faz series, nunca, jamais?
P - Produções originais, de qualidade e que, acima de tudo, respeitem o público. A gente faz questão de que nosso público não se sinta ofendido com o material postado, bem como fazemos questão de fazer tudo com o máximo de qualidade possível, seja em roteiro, produção, edição, atuação... É isso. Não pode faltar qualidade.

K - De onde veio a inspiração para as series?
P - Eu vivo em constante processo criativo, então a todo tempo existe alguma coisa que me inspira para alguma coisa. Se eu for falar de todas, vou te mandar um livro que ninguém vai ler, mas acho que é isso... As vezes vem de situações que aconteceram com algum amigo, às vezes usando alguma série que gosto como referência, às vezes vendo situações do dia a dia. Às vezes simplesmente DO NADA! Surge. Eu tenho medo de mim, sério.

K - Vocês não tiveram um certo medo de lançar "Um Cara Normal", por ser uma coisa diferente do que era oferecido ao seu publico?
P - Sempre. Sempre existe um certo medo quando lançamos algo que é fora da nossa zona de conforto. Mas como a gente sempre se propôs a nos lançar novos desafios, a gente foi com tudo. Queremos ser um canal que faz "séries" e não só "comédia", senão a gente chamava A Gente Faz Rir, né?

K - A serie "Serviços Gerais" não foi o seu maior sucesso, mas muitos pedem uma segunda temporada, tem possibilidade?
P - Pois é, Serviços Gerais foi um dos desafios que a gente fez saindo da zona de conforto focando em outro público. Logo de imediato, o público não respondeu muito bem, mas acho que depois de um tempo a galera deu uma chance pra série e viu que tinha coisas bem legais ali. E existe sim possibilidades de voltar para uma segunda temporada, que inclusive já tem nome e elenco pré-escalado.

K - Qual foi a cena mais difícil ou o roteiro mais difícil de executar?
P - Eu acredito que as cenas finais do quinto episódio de Um Cara Normal. Foi uma cena que exigiu muita produção, concentração, trabalho de ator, direção. Ficamos no local por cerca de 6 horas para que elas pudessem sair. Foi bem difícil, mas delicioso o processo.

K - Quando você entrou neste mundo de series, dramaturgia e tu'mais?
P - Comecei nessa área mais exatamente quando entrei na faculdade de Rádio e TV em 2000. Até então eu sempre tinha tido interesse, mas nunca me envolvido. Foi em 2009 que eu decidi fazer série. O meu antigo chefe me lançou o desafio de criar uma minissérie de 5 episódios como o especial de Verão para um programa que eu dirigia na Record de Santa Catarina. Eu gostei tanto daquilo que transformei o programa em séries. E aí a paixão foi... 

K - Hoje, qual é o seu maior objetivo com o AGFS?
P - Meu maior objetivo com o AGFS é transformar o canal numa grande referência na internet e uma plataforma de lançamento e abertura de oportunidades para quem está envolvido nele. Eu quero que quando as pessoas pensem em séries online, lembrem da gente. E quero que meus atores e equipe consigam se destacar no mercado, conseguindo novos trabalhos, a partir do que eles fazem ali.

K- Como é estar no Paramaker?
P - Para nós é uma conquista, ainda mais tendo sido indicados pelo próprio Felipe Neto. É importante para a gente ter esse tipo de respaldo e apoio. Tem nos ajudado em alguns aspectos. E isso é ótimo!

K - Você pode nos adiantar alguma novidade, planos, idéias de series ou coisas do tipo?
P - Então, inicialmente a ideia deste ano era diminuir o número de produções e aumentar a qualidade. No entanto, como hoje o AGFS ainda não tem a possibilidade de se manter só fazendo séries, alteramos os planos: ainda esse semestre saem duas novas séries e pro próximo semestre vem mais 3. Vamos ver quais vão se saindo bem e vamos mantendo. Também não queremos sair criando noventa e cinco séries ao mesmo tempo e não fazer nada direitinho, né? Mas temos ideia de uma série sobre um taxista muito doido que se mete mesmo na vida dos clientes dele e uma sobre um grupo de amigos que mora num prédio e estao aprendendo a iniciar sua vida adulta. Além de outros projetos que é melhor não dar spoiler agora...

K - Você e o Douglas já discutiram na hora de escrever ou criar uma seriem algo como cada um querer uma coisa?
P - Sim, já sim. Tá, eu não diria que foi DISCUTIR, a gente teve divergências de opiniões. Isso aconteceu bastante no Cara Normal e na série nova que estamos criando. Mas tudo isso é muito importante para o processo de criação de uma série. Porque a gente pensa que essas séries tem que ter a NOSSA cara. Não é "essa é a sua série e essa é a minha". As séries são nossas e a gente faz questão de que elas sejam totalmente criadas por nós dois. Às vezes um escreve uma coisa que o outro gosta, aí vai dando uma ideia aqui e ali até chegar num ponto em comum. E isso que é o legal... Como costumo dizer: ninguém cresce sozinho.

K - O que você acha das séries humorísticas atuais da TV?
P - Se estivermos falando de séries brasileiras, eu confesso que eu não curto não. Acho o humor da TV aberta um pastelão ridículo que só se baseia em estereótipos fracos e engessados que não acrescentam nada na vida de ninguém. Tenho, inclusive, dó do Marcelo Adnet que é um grande humorista por ter ido pra Globo e perdido a melhor parte do trabalho dele... Claro, não se pode dizer que tudo é um lixo. Os Normais e a Grande Família estavam aí pra provar isso. Agora as comédias da TV fechada eu prefiro. Acho mais elaboradas... E são as nossas maiores referências. Quase não utilizamos séries brasileiras para estudar.

K - Eu penso o mesmo, e fico com medo de acontecer o mesmo  com a Tatá Werneck....TÁ! Você faz series, mas quais são as suas series prediletas?
P - Sou apaixonado por Friends. Vejo e revejo incessantemente e sempre me alimenta de novas ideias. Gosto muito de Os Normais também - que é uma grande referência para Crises Inúteis. E ainda acompanho algumas tipo How I Met Your Mother, The Following, Smash, Glee, Will & Grace, Sex and The City, Os Simpsons (é desenho, mas é série tá?), Hannibal, Dexter, The Big G, Switched at Birth, etc etc etc...

K - Qual é a sua serie predileta do canal, e com qual você mais se diverte gravando?
P - Essa pergunta é mais ou menos como perguntar pra uma mãe qual o filho favorito dela, mas vamos lá... Eu devo confessar que hoje em dia a série que eu mais amo tanto escrever quanto fazer é Crises Inuteis. Adoro todas as nossas produções, mas Crises eu consigo colocar pra fora todas as bobagens que vem na minha cabeça e trabalhar com aquele elenco incrível e ver aquilo tudo que eu escrevi ganhar vida de uma maneira ainda melhor do que o que eu criei é uma coisa magnífica! Mas logicamente, todas as séries tem um espaço no meu coração.

K - Há possibilidades de vermos alguma de suas series na TV aberta?
P - Na TV aberta eu acho bastante difícil. Canais de TV aberta geralmente já tem sua programação fechada e, sendo bem sinceros, o AGFS ainda não é um canal suuuper conhecido no Brasil. A gente ainda está engatinhando se compararmos com outros canais, mas seria um belo presente isso. Mas posso adiantar que em breve vocês poderão ver o A Gente Faz Séries no Brasil todo num canal de TV fechado, que no momento eu não vou dizer qual é porque eu sou assim: horrorooooso!

Gente! devo admitir que estas entrevistas com a galera do A Gente Faz Series,principalmente com o Phil, eu não tô fazendo pra vocês...eu não tô perguntando o que eu acho que vocês querem saber e sim o que eu tô louco pra saber (risos). Ele ainda deixou um recado:
P - Grande Wendel, muitíssimo obrigado por todo o carinho e apoio. A gente fica sempre muito feliz com este tipo de retorno e sinta-se a vontade para enviar perguntas para quem você quiser aqui do  AGFS que a gente encaminha sem problema algum. E pro pessoal que acompanha, continuem ligados que vem muitas surpresas divertidíssimas no canal neste ano ainda. VOcês vão adorar!!!

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