26 julho 2019

Celebridades Históricas Que Eram Negras e Você Não Sabia

Chiquinha Gonzaga quando criança


Ao longo dos seus muitos anos de existência, nossa sociedade não dá muita oportunidade para que pessoas de pele escura conquistem espaço. Quando estas conseguem obter reconhecimento, sua negritude ainda pode sofrer com um processo de apagamento ao longo dos anos, até que a maioria se surpreenda ao saber sua real etnia. Assim aconteceu com as figuras sobre as quais trataremos aqui.

É possível que quando leia o nome de Chiquinha Gonzaga você associe sua imagem a algo semelhante à de Regina Duarte (que descanse em paz), mas a musicista que inspirou a minissérie da Globo era neta de uma escravizada. Além do preconceito sofrido por divorciar-se, criar filhos sozinha e relacionar-se com alguém mais jovem, Chiquinha fazia parte de mais esta minoria social. Devido a herança materna, frequentava rodas de ritmos africanos desde menina. Com todas as referências que já tinha, Chiquinha conseguiu desconstruir o clássico e adaptar piano ao gosto popular. Também é notória por lutar pela abolição da escravatura e pelo fim da monarquia.

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A próxima não foi embranquecida, mas apagada. Embora seu curto tempo no poder seja um grande responsável por isso, ainda é importante lembrar que o Brasil já foi presidido por Nilo Procópio  Peçanha. Ele viveu uma infância muito pobre junto aos irmãos, mas conseguiu estudar e se formar em direito. Mais tarde, já como político promissor, casou-se às escondidas com Ana de Castro Belisário. A moça era branca e de um família de aristocratas. Sua união foi um verdadeiro escândalo social.

 Nilo foi vice presidente e assumiu o cargo mais alto quando Afonso Pena faleceu, cumprindo o mandato durante o ano que viria. Seu período como chefe de estado foi marcado por sua ridicularização por parte da imprensa e opositores. Charges e "piadas" que se referiam a ele como "mulato" eram comuns.



Machado de Assis  ele que foi nomeado o maior escritor de todos os tempos pelo IDMC (Instituto do Meu Coração)  é o próximo da lista. O autor de "Dom Casmurro" nasceu num morro do Rio de Janeiro e descendia de escravizados alforriados. Divergindo da maioria das pessoas da mesma classe social na época, os pais de Machado sabiam ler e escrever. Não demorou e o filho desenvolveu um gosto precoce por livros. Aos 21 anos de idade, Machado já era alguém requisitado nas rodas intelectuais da cidade. Posteriormente tornou-se repórter, escritor e até o primeiro presidente da Academia de Letras. Também foi grande comentador das muitas mudanças sociopolíticas que aconteceram no período em que viveu.

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Enquanto o pai era uma grande figura militar da França, a mãe de Alexandre Dumas era uma escrava. Nas horas vagas ele passou a escrever artigos para revistas e peças de teatro. Elas começaram a ser encenadas e logo Dumas pôde trabalhar em tempo integral com o que realmente gostava de fazer. Sua dedicação aos romances veio logo depois. Desta forma nasceu "Os Três Mosqueteiros", seu maior sucesso.

 Em 1843, escreveu uma novela curta chamada "Georges". Ela trazia reflexões acerca de aspectos raciais e sobre os efeitos do colonialismo.

Ainda há  exemplos óbvios como a africana Cleópatra e outros como São Nicolau — isso, o Papai Noel  que nasceu na Turquia quando esta era semelhante a uma extensão da áfrica. 

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